Projeto Expressando Arte está mudando vidas na Quarta Colônia

Cerca de 25 crianças e adolescentes da comunidade quilombola de Rincão dos Martiminianos, em Restinga Sêca, se encontram uma vez por semana com a professora Jamile da Rosa. Juntos, eles participam de oficinas de percussão, em um projeto social muito semelhante ao que deu início à carreira profissional de Jamile. A cerca de 40 km dali, Cleusa Girardi comemora cada dia de evolução do filho Elano, diagnosticado com autismo. O menino evolui nos relacionamentos e na forma de se expressar participando de diversas atividades do mesmo projeto social, em Silveira Martins.

As novas oportunidades que estão sendo oferecidas para cerca de 300 inscritos, de 4 a 18 anos, fazem parte do projeto Expressando Arte, iniciativa de inclusão social da Fundação Ângelo Bozzetto, de Faxinal do Soturno. As oficinas acontecem na própria cidade e nas vizinhas Restinga Sêca e Silveira Martins. Os participantes recebem preparação em ballet clássico, técnicas circenses, percussão e jazz/dança contemporânea. “Ações como essa são pensadas para desenvolver a criatividade, a imaginação, o conhecimento e a socialização, oferecendo espaços de qualidade para práticas artísticas”, enfatiza a presidente da Fundação, Mariza Stivanin Bozzetto.

ESCOLHA DA PROFISSÃO

Na vida de Jamile, o projeto levou a resultados ainda maiores. Além de ter contato com instrumentos de percussão, a oportunidade apresentou à então menina sua vocação profissional. “Eu tinha cerca de 10 anos quando entrei na primeira oficina de música, e desde os cinco eu já fazia dança. Quando eu tinha uns 13 anos, teve a parceria do nosso Grupo de Dança e Percussão Linguerre, de Dona Francisca, com a Fundação Angelo Bozzetto. Ali, eu me identifiquei ainda mais. Nas oficinas mesmo, eu já ajudava os professores”, recorda.

Aos 18, Jamile começou a atuar como instrutora em diversas iniciativas semelhantes, enquanto iniciava o Bacharelado em Percussão, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Hoje é professora no mesmo projeto em que foi aluna, e faz pós-graduação em Musicalização Infantil. “Posso dizer que sou resultado de um projeto social, o que demonstra a importância desse tipo de ação. Sou afrodescendente, tive contato com a arte da nossa comunidade no projeto e me encontrei profissionalmente também nesta iniciativa. São vidas que podem ser transformadas, e espero que muitas outras crianças e adolescentes possam aproveitar oportunidades como as que eu tive”, destaca.

DESENVOLVIMENTO E INTEGRAÇÃO

Na família Girardi, a transformação está em andamento. A dona de casa Cleusa conta que o filho Elano foi diagnosticado com autismo por volta dos três anos. Hoje com nove, Elano participa das oficinas de Técnicas Circenses,Dança Contemporânea e Jazz, todas do projeto Expressando Arte em Silveira Martins. “Sempre incentivamos a participação dele em muitas atividades, e aqui no projeto ele vem crescendo muito”, comemora Cleusa. O desenvolvimento do garoto é percebido na forma como se expressa e na maneira como se relaciona com os colegas. “A cada apresentação ele se realiza muito. E para nós, é um orgulho ver cada vitória dele aqui no projeto”, ressalta a mãe.

Elano, um dos alunos do projeto

FORMAÇÃO ARTÍSTICA

Considerado o maior projeto desta natureza na região central do estado, na região da Quarta Colônia, o Expressando Arte promove formação artística para crianças e adolescentes de 4 a 18 anos, em situação de vulnerabilidade social. Para participar, os alunos devem estar matriculados em escolas públicas.

As aulas de técnicas circenses ocorrem nas três cidades, com 3 horas semanais. Jazz e dança contemporânea são oferecidos em Silveira Martins, com a mesma carga horária. O ballet clássico ocorre em Restinga Seca e Faxinal do Soturno, com atividades duas vezes por semana (6h).As oficinas de percussão acontecem no Instituto Alex Prochnow, para crianças da comunidade Quilombola Rincão dos Martiminianos, em Restinga Seca, também com 3 horas semanais.

A realização é da Fundação Ângelo Bozzetto, com produção cultural da LC Vilanova Projetos Culturais, patrocínio da Nova Palma Energia e financiamento do PRÓ-CULTURA – Governo do Estado do Rio Grande do Sul. As oficinas acontecem no Espaço Vitélio Bozzetto, em Faxinal do Soturno; na Escola Bom Conselho e no CTG Liberdade, em Silveira Martins; e no CELIME – Centro de Esporte e Lazer da Infância e da Melhor Idade, em Restinga Sêca.“O projeto oferece espaços qualificados para os alunos e também contribui para a qualificação dos professores que estão à frente do processo. Atingimos um público que, normalmente, não teria acesso a arte e cultura, se não por meio de um projeto social, educativo e cultural”, destaca Luciane Vilanova, que responde pela Gestão Cultural.

Mais informações podem ser obtidas nas redes sociais do Projeto Expressando Arte e no site da Fundação Ângelo Bozzetto (fundacaoangelobozzetto.com.br).

Fonte: Assessoria Fundação Ângelo Bozzetto

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