Operação Casa das Ilusões é deflagrada em Santa Maria e Pelotas tendo como alvo um grupo criminoso que vinha agindo em ONG’s

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira, dia 30 de setembro, a Operação Casa das Ilusões cumprindo oito mandados de buscas e apreensão, sendo cinco na cidade de Santa Maria e três em Pelotas, tendo como alvo um grupo criminoso que vinha agindo nas ONG’s Casa Maria e Afecriança. Foram apreendidos uma grande quantidade de documentos, agendas, computadores, telefones celulares e também realizado o sequestro de bens como veículos e imóveis. A operação tinha como objetivo afastar os gestores, funcionários e membros das diretorias, além do bloqueio e sequestro de bens móveis e imóveis dos integrantes do grupo criminoso, totalizando 22 pessoas investigadas.

As investigações iniciaram após uma denúncia anônima de que um grupo criminoso desviava doações das ONG’s em proveito próprio. Conforme informações adquiridas apesar de prestarem atendimentos a pacientes, o pano de fundo é arrecadar doações e desviar para proveito dos gestores e alguns funcionários que agem organizadamente para o mesmo fim. Para tanto, no âmbito da Casa Maria estariam sendo criadas campanhas para assistência a pacientes inexistentes e arrecadação de doações para compras de produtos cujo montante supera o efetivamente necessário, onde possivelmente já foram utilizados, inclusive, dados de pacientes já em óbito.

Dentre os fatos apurados, verificou-se o que até uma cadeira de rodas elétricas, entregue por um doador, foi levada para a casa dos gestores para uso próprio. Imagens registradas pela investigação flagram crianças brincando com a cadeira no condomínio do casal investigado. Não obstante, os gestores têm uma vida de luxo e ostentação, denotando um padrão de vida incompatível com a renda familiar.

Além disso, os investigados já são processados por estelionato, no qual o modus operandi é similar ao ora investigado. O volume de doações é elevado, sendo que a arrecadação se dá através de 20 operadoras de telemarketing que, durante horário comercial, fazem ligações para centenas de pessoas em dezenas de cidades do estado do Rio Grande do Sul e de outros Estados, para captar doadores e arrecadar valores.

A metodologia de arrecadação se dá através de depósitos bancários, assim como em espécie, seja pela entrega de valores diretamente na ONG, pelos doadores ou com a utilização de tele motos que arrecadam as doações e repassam para os gestores. Informações preliminares dão conta que as operadoras de telemarketing são comissionadas. Os gestores contam com o apoio de alguns funcionários, dentre os quais a Assistente Social responsável pela elaboração de campanhas fictícias. Existem denúncias de assédio moral e ameaças a funcionários que não compactuam com o que ocorre dentro da Casa Maria.

 

Fonte: Polícia Civil RS

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