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Equipe técnica da UFSM visita São João do Polêsine

Uma equipe técnica formada por geólogos, geógrafos, biólogos, arquitetos e engenheiros visitou, na última quarta-feira, dia 15,, o distrito de Vale Vêneto, em São João do Polêsine. A iniciativa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) busca realizar uma primeira avaliação dos deslizamentos que aconteceram na região da Quarta Colônia, em virtude das chuvas que atingiram o estado.  

A Quarta Colônia sofreu com mais de uma centena de deslizamentos nas últimas semanas. A mobilização da equipe de pesquisadores da Instituição é um primeiro passo para o trabalho de proposta de soluções para a região. A bióloga e assessora do Gabinete do Reitor, Sonia Zanini Cechin, conta que a atuação do grupo multidisciplinar de profissionais irá permitir uma reconstrução das cidades pensada para evitar futuros desastres: “a ideia foi trazer essa equipe de profissionais para uma primeira avaliação do que aconteceu, para, posteriormente, nos debruçarmos sobre isso e conseguirmos propor soluções que possam ajudar a minimizar os estragos que ocorreram na região”, conta.

Matione Sonego, prefeito de São João do Polêsine, destacou a importância do trabalho da Universidade junto aos municípios: “essa equipe técnica é muito importante porque nós não temos, aqui no município, um corpo técnico que possa fazer esse tipo de avaliação”, contou. O prefeito também enfatizou que os deslizamentos ocorridos em São João do Polêsine fizeram o poder público repensar toda a estrutura da cidade: “nós estamos reavaliando toda a nossa situação, todas as nossas áreas de ocupação, todas as nossas construções, porque muitas áreas que nós tínhamos como seguras foram inundadas ou houve desmoronamento”, relata. 

Resiliência Climática

Um dos tópicos pontuados pela equipe técnica é o necessário cuidado com as ações futuras. A engenheira florestal e professora da UFSM, Ana Paula Rovedder, destacou a necessidade das cidades estarem preparadas para futuros eventos climáticos extremos: “esperamos que de agora em diante o tema seja tratado com maior seriedade. É importante ouvir a comunidade científica para que nós possamos alcançar a resiliência climática”. A professora também explica o termo: “uma série de medidas, de políticas, de treinamentos e até mesmo de popularização do conhecimento, de conscientização da população, para reduzir danos nos próximos eventos”, conta.

Questionada sobre os processos de reconstrução e reflorestamento, Ana Paula destacou a necessidade de uma visão global, mas com adaptações locais: “temos locais como as várzeas dos grandes rios, onde o maior problema é a inundação, e locais como a Quarta Colônia, onde os principais problemas são os deslizamentos”, relata. A professora também destaca a qualificação das ações da UFSM: “nós temos toda a condição, enquanto Universidade, de trabalhar em tecnologias sociais e adaptativas para fazer o enfrentamento dessa situação”, enfatiza. 

Os especialistas que formaram a equipe foram: Andréa Nummer, Luís Eduardo Robaina, Romário Trentin, Augusto Nobre e César De David (Geógrafos e Geólogos); Ana Paula Rovedder e Fabrício Sutili (Engenheiros florestais); Sonia Zanini Cechin (Bióloga); Rinaldo Pinheiro (Engenheiro civil).

Fonte: UFSM

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