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15/03/2018 [ 09h46 ] ver todas as notícias
Apae de Restinga Sêca inicia projeto de terapia com auxílio de um cachorro

Que o cão é o melhor amigo do homem todos já sabem, mas que ele também é um aliado no tratamento de pessoas com necessidades especiais é uma novidade na região. Foi pensando em inserir o animal nas atividades com os alunos é que a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Restinga Sêca iniciou no dia 26 de fevereiro, o Projeto de Cinoterapia, que é a terapia com o auxílio do cachorro.

A ideia de iniciar esta atividade inovadora começou a ganhar forma no final do ano passado, quando Estefânio Bernardes, militar do Corpo de Bombeiros de Santa Maria e morador de Restinga Sêca, procurou a direção da Apae para desenvolver o projeto com a cadela Bel, de 7 anos, o qual ele é o adestrador. “A Bel veio para nós do policiamento de Cruz Alta. Sua atividade era farejadora de drogas, então a aposentamos e inserimos na Cinoterapia. Ela é muito dócil e conseguimos adaptar ela para esta atividade”, explica o soldado em entrevista à Rádio Integração.

Passado o período de férias, a direção da Apae se reuniu novamente com o soldado Estefânio e definiram por iniciar as atividades, pensando sempre na melhoria da qualidade de vida dos alunos.

Para as aulas, ficou definido que serão realizadas quinzenalmente, em razão de depender da disponibilidade de folga das atividades do militar, visto que o trabalho dele na Apae é voluntário. Além disso, a direção irá fornecer 15 quilos de ração por mês para a alimentação do cão, bem como firmou parceria com a veterinária Camila Cirolini Buriol, proprietária da Pet Shop Recanto dos Bichos, que fica responsável pelo banho e higienização da Bel antes de cada aula. “Essa atividade, primeiramente, está pensada nos grupos com os alunos Down, de paralisia cerebral e grupos de crianças. Esse é um trabalho diferente, um estímulo na atividade com o animal”, revela Ana Clarinda dos Santos, educadora especial da Apae.

As aulas de Cinoterapia

As aulas com a Bel vem para reforçar o trabalho que já é desenvolvido há anos na Apae de Restinga Sêca. O diferencial é que esta nova atividade é realizada, inicialmente, em um espaço fechado, com um grupo pequeno de alunos, buscando a melhoria da qualidade de vida, elevando a autoestima, reabilitação física, despertando o afeto, entre outros inúmeros benefícios.

Durante o processo, Estefânio está responsável pela condução do animal e os professores irão elaborar as atividades e desenvolver as práticas necessárias de acordo com a capacidade de cada aluno. “Na prática os animais trazem muitas alegrias para os alunos porque trabalhando direto no contato com o animal é diferente de estar em sala de aula, é outro aprendizado, outro contexto. O animal passa muita energia, pois ele é ativo, diferente de estar trabalhando com atividades pedagógicas. É uma terapia que passa mais estímulo para as pessoas com necessidades especiais”, destaca Ana Clarinda que acrescenta: “O cachorro é o co-terapeuta e nós somos os terapeutas, com toda a equipe de fisioterapeutas, educadores especiais, fonoaudióloga e psicóloga da Apae envolvida”.

Para o trabalho com os alunos, a cadela Bel, que é da raça Labrador, se enquadra perfeitamente no que preconiza as normas de utilização de animais neste tipo de terapia, pois ela foi treinada por adestradores profissionais, não é agressiva, é de grande interação com os alunos, está sempre ativa, entre outras características do animal.

Para o soldado Estefânio, é uma realização pessoal poder desenvolver este trabalho voluntário em seu município: “É muito satisfatório realizar esta atividade porque você vê a alegria nos olhos dos alunos, muitos ainda um pouco receoso, mas é fantástico. É só você realizando a atividade que você consegue sentir essa emoção”.

 A Cinoterapia na história

A descoberta da técnica de Cinoterapia ocorreu em 1953, no consultório de Boris Levinson, quando este percebeu que, com a presença do seu cão no consultório, os pacientes introvertidos perdiam todas as suas inibições e medos, o que favorecia a comunicação entre o psiquiatra e os seus pacientes. Mais tarde, mais concretamente em 1966, na Alemanha, houve cães que foram usados em terapias com pacientes e, no ano de 1967, Erling Stodahl, um músico cego, fundou o Centro Beitostolen, na Noruega, para a reabilitação de cegos e incapacitados, onde recorreu a cães para trabalhar com pacientes que praticavam exercício físico, sendo que muitos deles aprenderam a desfrutar de uma vida mais normal que incluía uma determinada atividade desportiva. (Fonte: http://terapianimali.blogspot.com.br)

 
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